Um ranking elaborado pelo jornal Gazeta do Povo (PR) analisou os 5.570 municípios brasileiros e apontou Eusébio como a melhor cidade para se viver no Litoral Leste do Ceará em 2024. Na outra ponta do levantamento regional aparece Pindoretama, com a pior avaliação entre os municípios da costa leste cearense. As informações são do portal Ceará Leste.
O estudo utilizou 21 indicadores distribuídos em 10 dimensões fundamentais da qualidade de vida. Cada cidade recebeu uma nota que varia de 0 a 10. Educação e Infraestrutura tiveram peso 1,5 na composição do índice, enquanto as demais dimensões receberam peso 1.
Entre os critérios avaliados estão Educação, com análise do Ideb, taxas de analfabetismo e oferta de vagas no ensino superior; Segurança, a partir da taxa de homicídios; Saúde, considerando número de leitos, médicos e mortes evitáveis; e Economia, com base no PIB per capita e na geração de empregos. Também foram observados aspectos como Infraestrutura urbana, Expectativa de vida, Trânsito, índices de Suicídio, acesso à Cultura e cobertura da Assistência Social.
No cenário nacional, São Caetano do Sul (SP) liderou o ranking, com nota 7,77. Já municípios como Pinto Bandeira (RS) e Mojuí dos Campos (PA) figuraram entre as últimas colocações, sem pontuação atribuída.
No Ceará, o levantamento evidencia fortes desigualdades entre as 184 cidades. Guaramiranga aparece como a mais bem avaliada do estado, com nota 6,49, ocupando a 883ª posição nacional. Fortaleza surge em quarto lugar no ranking estadual, com nota 6,01, na 1.961ª colocação do país. Capistrano fecha a lista no Ceará, com nota 3,91, figurando na 5.532ª posição nacional.
Desempenho no Litoral Leste do Ceará
Entre os municípios do Litoral Leste, Eusébio lidera com nota 5,65, ocupando a 19ª posição no ranking estadual. Em seguida aparecem Aracati (5,40), Icapuí (5,17), Cascavel (5,07), Fortim (5,07), Beberibe (4,93) e Aquiraz (4,78). Pindoretama registra a menor nota da região, com 4,54, ficando na 155ª colocação entre as cidades cearenses.
Para garantir a confiabilidade dos dados, os organizadores recorreram a bases oficiais, como os ministérios da Educação e da Saúde (DataSUS), além de informações do Ipea, IBGE (Censo 2022), Caged, Ancine e do Cadastro Único para programas sociais.
O ranking é apontado como um importante termômetro para gestores públicos, ao evidenciar áreas que demandam maior atenção e investimentos em políticas públicas. O levantamento completo está disponível no site do Gazeta do Povo.
