Um homem apontado como chefe da facção cearense Massa Carcerária foi assassinado a tiros na manhã desta segunda-feira (19), no bairro Cambeba, em Fortaleza. A vítima possuía uma extensa ficha criminal.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) confirmou que “a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) investiga um homicídio registrado, nesta segunda-feira (19), no bairro Cambeba – Área Integrada de Segurança 7 (AIS 7) de Fortaleza”.
Conforme apurado pela reportagem, a vítima é Francisco Wagno Alves Alencar, de 32 anos, conhecido como “Wagno do Carrapicho”, em referência à comunidade onde comandava o tráfico de drogas, no próprio bairro Cambeba.
Francisco Wagno foi morto a tiros dentro de um imóvel localizado na Rua Elza Leite Albuquerque. Após o crime, os suspeitos fugiram. Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso.
“Equipes da Polícia Militar do Ceará (PMCE) e da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foram acionadas para a ocorrência. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), unidade da Polícia Civil responsável pelas diligências”, informou a SSPDS.
A Pasta reforçou que a população pode contribuir com informações por meio do Disque-Denúncia 181, pelo WhatsApp (85) 3101-0181 ou pelo site disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br. O sigilo e o anonimato são garantidos.
Extensa ficha criminal
Segundo a SSPDS, “a vítima tinha passagens por homicídio, integrar organização criminosa, tráfico de drogas, roubo, receptação, associação criminosa, ameaça, lesão corporal e violação de domicílio”.
Francisco Wagno Alves Alencar foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) por ordenar o assassinato de Jefferson Carlos Assunção de Oliveira, conhecido como “Mago”, ocorrido no bairro Messejana, em 16 de março de 2022. De acordo com a acusação, Eduardo Gomes de Freitas e dois adolescentes teriam executado o crime a mando de “Wagno do Carrapicho”.
“No que se refere à motivação, verificou-se ser torpe, consistente em ação da organização criminosa Massa visando assegurar a autoridade e o domínio na região do crime. Nesse contexto, apurou-se que os réus, vinculados à organização criminosa, mataram a vítima por acreditarem que ela tinha vínculo com a facção rival Comando Vermelho (CV)”, afirmou o MPCE em denúncia.
Em outro processo, o Ministério Público denunciou Wagno e Thayná Dantas Braga por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Thayná foi presa em flagrante ao tentar entrar na Unidade Prisional Sobreira Amorim, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, no dia 2 de novembro de 2024, portando 15 gramas de maconha para visitar Francisco Wagno, que estava detido.
A denúncia contra Wagno nesse caso, contudo, foi rejeitada pela Justiça Estadual, sob o entendimento de que não havia provas suficientes de autoria. O MPCE recorreu da decisão.
