Após um investimento de R$ 200 milhões para ampliar a capacidade produtiva, a Gerdau reabriu a siderúrgica localizada em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A retomada das operações ocorreu nesta segunda-feira (2), quase dois anos após a paralisação da unidade, registrada em maio de 2024.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da empresa, André Gerdau Johannpeter, a produção da planta cearense é direcionada principalmente ao mercado interno, com foco no setor da construção civil.
Além da unidade de Maracanaú, a Gerdau mantém uma segunda planta industrial no Ceará, localizada em Caucaia, com capacidade produtiva de aproximadamente 322 mil toneladas de aço por ano. Juntas, as duas unidades somam cerca de 570 colaboradores fixos. A empresa também opera duas unidades comerciais no Estado, nas cidades de Fortaleza e Juazeiro do Norte.
Fundada em 1901, como uma fábrica de pregos em Porto Alegre (RS), a Gerdau tornou-se uma das maiores produtoras de aço do país e hoje está presente em sete países das Américas. No Brasil, a companhia conta com cerca de 70 unidades comerciais e 29 unidades produtoras de aço. Globalmente, são aproximadamente 30 mil colaboradores e 11 milhões de toneladas de sucata recicladas em aço por ano.
Produção integrada no Ceará
As unidades cearenses de Maracanaú e Caucaia operam de forma complementar. Em Maracanaú, a siderúrgica é responsável pela produção de tarugos de aço, a partir de sucata reciclada. Esses tarugos — barras maciças utilizadas em diversos segmentos industriais — são enviados para Caucaia, onde passam por transformação em produtos finais, como vergalhões, fio-máquina, telas, treliças e rolos.
Para André Gerdau Johannpeter, a modernização e a reabertura da siderúrgica em Maracanaú demonstram a confiança da empresa no Ceará. Segundo ele, a presença no Estado é estratégica para o abastecimento do Norte e Nordeste do país.
O executivo destacou ainda o crescimento do mercado cearense da construção civil, impulsionado por empreendimentos no Porto do Pecém e por projetos de futuros data centers na região.
“A maneira mais eficiente de atender o Nordeste é pelo Ceará, por questões logísticas de frete e distância. O mercado da construção civil no Estado tem crescido, é um bom mercado, e o Ceará vem apresentando crescimento econômico”, afirmou.
