A confiança do consumidor em Fortaleza começou 2026 em alta. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) alcançou 126,0 pontos em janeiro, avanço de 0,4% em relação a dezembro, quando havia registrado 125,5 pontos. O resultado, apurado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), da Fecomércio-CE, é o melhor desde maio de 2023, quando o indicador chegou a 127,3 pontos, e sinaliza um início de ano mais favorável para o comércio da capital.
O desempenho do índice reflete movimentos distintos em seus dois componentes. O Índice de Situação Presente (ISP) recuou levemente 0,8% no mês, passando de 119,4 pontos em dezembro para 118,5 em janeiro, indicando uma avaliação um pouco mais cautelosa do momento atual. Em contrapartida, o Índice de Expectativas Futuras (IEF) avançou 1,2% e atingiu 131,1 pontos, evidenciando o fortalecimento do otimismo dos consumidores em relação aos próximos meses.
A pesquisa aponta que 59,7% dos consumidores consideram o cenário atual propício para a compra de bens duráveis. Esse percentual é maior entre os homens (62,3%), pessoas entre 25 e 34 anos (68,1%) e consumidores com renda familiar acima de sete salários mínimos, grupo em que 66,6% avaliam positivamente o momento para compras de maior valor.
O levantamento também revela percepção favorável sobre a situação financeira das famílias. Para 75,2% dos entrevistados, a condição atual é melhor ou muito melhor do que a de um ano atrás. As expectativas são ainda mais positivas: 86,6% acreditam que sua situação financeira irá melhorar nos próximos meses. Em relação à economia nacional, 69,5% demonstram confiança e esperam um cenário mais favorável ao longo do próximo ano.
Esse nível elevado de otimismo está associado principalmente ao fortalecimento do mercado de trabalho e à desaceleração recente da inflação. A intenção de compra dos consumidores de Fortaleza também avançou em janeiro, com aumento de 2,2 pontos percentuais, passando de 43,3% em dezembro para 45,5%. Embora o índice fique ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (45,7%), o resultado confirma a retomada gradual do apetite por consumo na capital.
A disposição para comprar é maior entre os homens, que registram intenção de 46,4%, entre jovens de 18 a 24 anos (56,1%) e entre consumidores com renda familiar entre três e sete salários mínimos, grupo em que o indicador alcança 57,3%.
O valor médio das compras planejadas é de R$ 619,98. Entre os itens mais procurados estão roupas e artigos de vestuário, citados por 38,9% dos entrevistados, seguidos por calçados (26,3%), móveis e artigos de decoração (14,7%) e eletrodomésticos. Geladeiras e refrigeradores aparecem com 12,4% das intenções, televisores com 12,3%, celulares e smartphones com 11,2% e máquinas de lavar roupa com 8,6%, reforçando a expectativa de aquecimento em segmentos estratégicos do varejo local.
