O programa Ceará Sem Fome conquistou o primeiro lugar na categoria “Boas Práticas de Combate à Fome e Promoção da Segurança Alimentar e Nutricional” na 1ª edição do Prêmio Brasil Sem Fome, realizada nesta quarta-feira (data), em Brasília. A premiação é promovida pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Banco Mundial e o Ministério da Saúde, e consolida a política pública cearense como referência nacional no enfrentamento à fome por meio de ações integradas.
O governador Elmano de Freitas e a primeira-dama e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do programa, Lia de Freitas, participaram da cerimônia e receberam a honraria.

Durante o evento, Elmano destacou que o reconhecimento reforça a prioridade do Governo do Ceará no combate à fome e na geração de oportunidades para a população mais vulnerável.
“Receber esse reconhecimento é motivo de grande honra e, sobretudo, de profunda responsabilidade. O Ceará conquistar esse prêmio fortalece nossa convicção de que estamos no caminho certo: o caminho da justiça social, da dignidade e do cuidado com as pessoas. Essa premiação não pertence apenas a um governo, mas a um povo inteiro — às equipes técnicas, aos municípios, às entidades, aos parceiros, aos voluntários e, principalmente, às famílias cearenses”, afirmou.
A primeira-dama Lia de Freitas ressaltou que o prêmio reflete um esforço coletivo para garantir que nenhuma família cearense enfrente a insegurança alimentar grave.
“Estamos muito felizes por esse reconhecimento e queremos compartilhá-lo com toda a sociedade civil que se engajou pelo Ceará Sem Fome. Esta é uma ação coletiva. Hoje, somos o estado que mais ampliou o número de domicílios com segurança alimentar. Esse é o nosso Ceará”, comemorou.
Transformação real
A efetividade do programa, reconhecida nacionalmente, é percebida na vida de beneficiárias como Kamila Cruz, de 38 anos, mãe solo de quatro filhos. Moradora do bairro São João do Tauape, em Fortaleza, ela teve sua realidade transformada após ser atendida pela Cozinha Paz e Bem.
“O Ceará Sem Fome veio com tudo para dar mais oportunidades. Não é só a quentinha, é o renascimento da pessoa e do Ceará a partir da dignidade”, destacou.
Após participar de cursos de sobremesas comerciais, pizzaiolo, design de sobrancelhas, tortas e salgados, oferecidos pelo eixo +Qualificação e Renda, Kamila tornou-se empreendedora no ramo de doces e tortas.
“Esse programa mudou a vida da minha família. Hoje sinto uma enorme gratidão, porque o Ceará Sem Fome é um programa que realmente deu certo”, afirmou.
Os resultados que levaram o Ceará ao topo da premiação são sustentados por avanços expressivos nos indicadores sociais. Em dois anos, o estado passou de 18% para 68% de domicílios em situação de segurança alimentar. Dados do IBGE indicam que, apenas em 2024, mais de 150 mil cearenses deixaram a condição de insegurança alimentar grave. No mesmo período, o Ceará registrou os menores índices de sua série histórica em extrema pobreza (7,9%) e pobreza (43,3%).
“O Ceará Sem Fome é mais que um programa; é um compromisso com quem não pode mais esperar, com quem precisa do básico para viver”, reforçou Elmano.
Reconhecimento nacional
Além de liderar sua categoria, o Ceará Sem Fome superou iniciativas de cinco estados e do Distrito Federal. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, que participou da cerimônia, destacou que o trabalho integrado entre governos e sociedade civil tem sido fundamental para a redução da desigualdade no país.
“Celebramos a conquista do povo brasileiro. Esse esforço conjunto permitiu tirar o Brasil do mapa da fome e alcançar os menores índices de extrema pobreza e desigualdade da história”, afirmou.
Atualmente, o Ceará Sem Fome conta com mais de 1.300 cozinhas ativas nos 184 municípios do estado, que já serviram mais de 62 milhões de refeições, garantindo alimentação diária a cerca de 130 mil pessoas. O Cartão Ceará Sem Fome beneficia mais de 47 mil famílias, enquanto o eixo de Qualificação e Renda já capacitou mais de 25 mil pessoas. O Governo do Estado investiu mais de R$ 471 milhões nas cozinhas solidárias.
Parte essencial dessa política é o envolvimento da agricultura familiar. Agricultores como Antonio Pereira, de Tamboril, no Sertão de Crateús, destacam a importância da iniciativa.
“É gratificante saber que estamos produzindo e que o alimento chega ao prato de quem mais precisa”, afirmou.
