O Ceará encerrou 2025 com a menor taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2014. No quarto trimestre do ano, a desocupação ficou em 5%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice é o menor já registrado no estado desde o início da série e coloca o Ceará como o estado com a menor taxa de desemprego da região Nordeste no período. O percentual também está no mesmo patamar da média nacional, que foi de 5,1%.
Mais pessoas trabalhando
De acordo com o levantamento, a população ocupada no Ceará chegou a 3,756 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2025 — um acréscimo de 119 mil trabalhadores em comparação com o mesmo período de 2024.
O nível de ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar, alcançou 49,5%, também acima do registrado no mesmo trimestre do ano anterior.
Outro destaque foi o crescimento do emprego formal no setor privado. O número de trabalhadores com carteira assinada passou de 961 mil para 1,035 milhão — um aumento de 74 mil postos formais.
Em publicação nas redes sociais, o governador Elmano de Freitas atribuiu o resultado a políticas públicas voltadas à geração de oportunidades.
“Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a desocupação ficou em 5% no quarto trimestre de 2025. Resultado de ações concretas: atração de empresas, apoio ao empreendedor, qualificação profissional e investimento forte em educação. Mais gente trabalhando, renda circulando e o Ceará avançando. Seguimos abrindo novas oportunidades”, declarou.
O secretário do Trabalho, Vladyson Viana, também destacou o impacto positivo dos indicadores.
“Nos alegra verificar os resultados conquistados ao longo do período, principalmente por saber que são mais oportunidades de crescimento e desenvolvimento para o povo cearense. Vamos continuar trabalhando para superar ainda mais os desafios, quer seja na geração de postos de trabalho ou no empreendedorismo, possibilitando o acesso à renda para nossa população”, afirmou.
Renda cresce e desalento recua
A pesquisa aponta ainda que o rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos registrou crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando R$ 2.429,00.
Outro dado relevante é a redução do número de pessoas que haviam desistido de procurar emprego, os chamados desalentados. O contingente caiu de 260 mil para 188 mil no quarto trimestre — uma diminuição de 72 mil pessoas. Em comparação com o mesmo período de 2023, a redução foi de 27,9%.
Considerando a taxa anual de desocupação de 2025, o Ceará registrou 6,5%, também o menor índice já contabilizado para o estado.
O conjunto de indicadores reforça o cenário de recuperação e fortalecimento do mercado de trabalho cearense ao longo do ano.

