Entrada da cidade de Cascavel – Avenida Chanceler Edson Queiroz. GL/Kyko Barros

Cascavel firmou-se como um entreposto comercial entre Aracati, Aquiraz e Fortaleza, ainda no início do século XIX, tornando-se o 22º município do estado, deixando de ser distrito de Aquiraz ainda no ano de 1833.

O município foi solenemente inaugurado no dia 17 de outubro de 1833 (uma quinta-feira), pelo presidente da Câmara Municipal de Aquiraz, o cascavelense, de tradicional família do Riacho Fundo, capitão José Martinho Pereira Façanha, que se fazia acompanhar do secretário João Correia de Sá.

Pereira Façanha inaugurou a vila determinando a lavratura da ATA DE INSTALAÇÃO DA NOVA VILLA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO CASCAVEL, após cumprido o juramento do Santo Evangelho, por cada um dos vereadores, eleitos na forma da Carta de Lei de 1º de outubro de 1828.

Foram empossados, na ocasião, o capitão José Simões Branquinho (presidente da Câmara), Antônio Sebastião Saraiva, João Firmino Dantas Ribeiro, José Victorino Soares Dantas e Luiz Antônio de Araújo.

Naquela época, não existia o Poder Executivo Municipal, sendo o presidente da Câmara o Chefe da Municipalidade, função que, em Cascavel, foi exercida, pela primeira vez, pelo capitão da Guarda Nacional, José Simões Branquinho.

O município de Cascavel foi incluído na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) no ano de 2009. A legislação que formalizou essa inclusão foi a Lei Complementar Estadual nº 84, de 21 de dezembro de 2009.

Sua população estimada é de 76.866 habitantes (IBGE 2025).

A distância entre Fortaleza e Cascavel é de 64 km. O tempo estimado do percurso da viagem entre as duas cidades é de aproximadamente 1h 10min. já em linha reta a distância entre Fortaleza e Cascavel é de 50 km.

Sua sede está localizada entre dois rios; o rio Choró, a 6 km, e o rio Malcozinhado, a 1 km.

Cascavel elegeu ad perpetuam sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição, santa da capela consagrada Igreja Matriz da nova freguesia, criada em 4 de setembro de 1832, subtraindo a primazia de Nossa Senhora do Ó, que tivera a tradição da invocação cristã dos fundadores do Sítio Cascavel, em 1710. Seu primeiro vigário foi o aracatiense e deputado geral pelo Ceará, padre José da Costa Barros (1779-1839), no período de 4 de setembro de 1832 a 11 de abril de 1834.

Bônus histórico: padre José Costa Barros batizou José de Alencar (1829-1877), que veio a se tornar o maior romancista do Romantismo brasileiro, bem como um dos maiores de nossa literatura

Monumento à Nossa Senhora do Ó

Obelisco de Nossa Senhora do Ó, inaugurado em 20 de janeiro de 1947. GL/Kyko Barros

Sabe-se que nenhuma data de sesmaria do Siará Grande foi assentada sem o signo da fé cristã. O monumento à Nossa Senhora do Ó é o referencial do primeiro templo católico de Cascavel, a histórica capela cuja construção, em 1710, foi de enorme significado para os primeiros habitantes das terras cascavelenses.

Por volta de 1945, o santuário se encontrava completamente arruinado e com apenas duas paredes em pé, fato que levou o arcebispo de Fortaleza, D. Antônio de Almeida Lustosa (1886-1974), a determinar a sua demolição. Com a retirada do material aproveitável, o vigário padre Antônio de Oliveira Nepomuceno (1906-1994) ergueu uma coluna, como marco do primeiro templo sacro de Cascavel, conforme recomendava o arcebispo. A construção do obelisco que conhecemos hoje foi definida em decorrência dos danos sofridos pelo antigo monumento na campanha eleitoral de 1946, quando fogos de artifício quase destruíram o nicho e a imagem nele contida.

Neste local teve início a história de Cascavel, em 1694, pelos desbravadores Domingos Paes Botão e João da Fonseca Ferreira. Ali, no Sítio Cascavel, foi construída a capela de Nossa Senhora do Ó, em 1710, pelo sargento-mor Manoel Rodrigues da Costa e sua mulher, Francisca Ferreira Pessoa.

Construído próximo ao local da capela, o monumento, de oito metros de altura, foi erguido pelos mestres Felipe e Francisco Cândido. A inauguração ocorreu em 20 de janeiro de 1947, por Dom Raimundo de Castro e Silva (1905-1991), a convite do vigário, padre Antônio de Oliveira Nepomuceno (1906-1994).

No topo do obelisco, a imagem original de Nossa Senhora do Ó, esculpida em madeira – obra de arte do século XVIII vinda de Portugal – foi substituída por uma réplica feita de gesso e cimento pelo escultor e arquiteto italiano de Turim, radicado em Fortaleza, Agostinho Balmes Odísio (1881-1948).

Restaurado em novembro de 2021, o obelisco tem no topo a imagem da padroeira, Nossa Senhora da Conceição.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Cascavel, em foto de dezembro de 2024. GL/Kyko Barros

“Não se sabe ao certo o tempo em que foi construída a Igreja Matriz”, escreveu Benedito Augusto dos Santos (1853-1935). “Mas consta”, refere o historiador, “da relação dos lugares e povoações da Vila de São José de Ribamar do Aquiraz, em verificação feita em 27 de março de 1757, pela câmara daquela vila, por ordem d’El-Rei, D. José I, de Portugal; que na localidade de Cascavel, já existiam duas capelas com capelão que administrava o culto católico”. O Arquivo Histórico Ultramarino de Pernambuco registra que “o Bispo de Pernambuco, D. Francisco, fez em 1761 a separação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Cascavel, no sertão do Ceará Grande”. Tais citações reforçam referências aos templos de Nossa Senhora do Ó e de Nossa Senhora da Conceição – mais tarde Igreja Matriz, erguida, em alguns anos, por mãos escravas e de moradores da povoação, em busca de indulgências.

Praça da Matriz (Praça Padre Sizenando)

Praça da Matriz, oficialmente denominada Praça Padre Sizenando Marcos de Castro e Silva. GL/Kyko Barros

Não se sabe a data exata de sua construção, mas, ao longo de sua história, a Praça da Matriz de Nossa Senhora da Conceição é uma das referências mais significativas da cidade de Cascavel.

Localizada ao norte da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a praça era o lugar das festas religiosas, das missões, dos eventos sociais, dos leilões beneficentes, das quermesses, das festas de São Sebastião (em janeiro), das coroações de Nossa Senhora (em maio) e dos leilões de Nossa Senhora da Conceição (em dezembro). Um ponto de encontro da sociedade cascavelense, onde gerações de jovens começaram seus namoros, encontravam amigos, reuniam-se para as serenatas…

Ali começou a ser realizada, em 1964, a festa Garota das Férias, mas sem qualquer eleição. Em 1967 é que houve a primeira eleição por renda de quermesses e leilões, sendo vencedora a estudante Violeta Maria Barreto Rocha. Somente no ano seguinte, o Clube Recreativo Cascavelense passou a promover o evento, com festa dançante, passarela, desfile e comissão julgadora.

Evento marcante aconteceu no ano de 1954, quando Luiz Gonzaga (1912-1989), o Rei do Baião, passou dois meses no Ceará em campanha política para seu parceiro musical, o iguatuense Humberto Teixeira (1915-1979), que se candidatara a deputado federal pelo Partido Social Progressista – PSP. No coreto da Praça da Matriz, o candidato ao parlamento federal fez seu comício e o Gonzagão, com sua sanfona e acompanhamento de zabumba e triângulo, cantou várias músicas, entre elas o clássico Asa Branca, o carro-chefe da campanha.

Em agosto de 1971, com o advento da Lei nº 344, resultado de proposta do prefeito José Vale Albino (1931-2017), em parceria com o advogado Tiago Otacílio de Alfeu (1924-2004), as ruas e praças da cidade receberam nova nomenclatura. Assim, a Praça da Matriz (lado norte) passou a se chamar oficialmente Praça Padre Sizenando Marcos de Castro e Silva (1854-1899).

Praça José Coutinho

Praça José Coutinho, a “praça das tamarineiras. GL/Kyko Barros

Localizada ao sul da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, a Praça José Coutinho (1879-1959), inaugurada no dia 7 de setembro de 1968, tornou-se popularmente conhecida como Parque das Crianças pelo playground ali instalado e do qual restam lembranças que permeiam a memória lúdica da cidade.

Majestosas tamarineiras apropriam-se do espaço, tornando o lugar privilegiado para compreender como se constituíram experiências sociais que deram sentido à existência da praça.

As referidas árvores foram tombadas como Patrimônio Público do Município de Cascavel, conforme a Lei nº 620, de 27 de março de 1992, sancionada pelo prefeito Paulo César Sarquis Queiroz (1989-1996 / 1999-2000).

Envolto numa aura de referências histórica e arquitetônica, o local foi totalmente reformado em 2003, integrando-se ao complexo urbano sinalizado como Praça da Matriz.

Igreja de São Francisco

Igreja de São Francisco, no bairro Rio Novo. GL/Kyko Barros

Signo da fé e principal referência do Rio Novo, a Igreja de São Francisco, também conhecida afetuosamente como “Igrejinha de São Francisco” entre a comunidade, revela-se de maneira admirável no ambiente do bairro mais antigo de Cascavel.

José Domingos da Silva (1872-1967) fez a doação de parte de um grande terreno de sua propriedade para a paróquia de Cascavel, no intento de construir no local um seminário, capela e casa de milagres. A obra começou a ser construída no final da década de 1930, sendo inaugurada – ainda inacabada – em 4 de outubro de 1941, a Igreja de São Francisco, santo de culto popular.

O vigário padre Mauro Fernandes de Carvalho (1913-1993) e o religioso franciscano italiano frei Bernardino de Mornico (1890-1948) foram os edificadores desta obra sacra, com o apoio dos comerciantes e do fervoroso povo cascavelense. Desde então, no mês de outubro o novenário de São Francisco concentra grande número de fiéis. É a segunda maior romaria religiosa franciscana no Ceará, superada apenas pela de Canindé.

Praça de São Francisco (Praça Frei Bernardino)

Praça de São Francisco, oficialmente denominada Praça Frei Bernardino. GL/Kyko Barros

Popularmente conhecido como Praça de São Francisco, o logradouro leva oficialmente o nome do religioso franciscano italiano Frei Bernardino de Mornico (1890-1948), de acordo com a Lei Municipal nº 344, de 2 de agosto de 1971, que deu nova nomenclatura às ruas e praças de Cascavel.

Além de servir como ponto de descanso e contemplação, a Praça de São Francisco é palco de eventos populares, como carnaval, festejos juninos, feiras de artesanato e celebrações religiosas, fortalecendo o sentimento de identidade e pertencimento da comunidade local. A praça é, portanto, mais do que um espaço público: é um símbolo de cultura, fé e convivência, que reflete o modo de vida simples e acolhedor do povo de Cascavel.

COMÉRCIO

O comércio teve, sempre, ao longo da História, um papel muito relevante na cidade de Cascavel. E o comércio continua a ter um lugar determinante na vida econômica, social e cultural da cidade.

Cascavel desenvolve um comércio forte e dinâmico, que conquista os consumidores que moram na cidade, atrai gente de toda a região, em busca de diversidade e bons preços, e emprega uma parcela considerável da sua população.

Mercado Municipal

Espaço gastronômico, Mercado Municipal de Cascavel. GL/Kyko Barros

O Mercado Municipal de Cascavel é conhecido pela variedade de produtos que oferece. O local é formado por um complexo de comercialização que abriga boxes e bancas onde se encontram diversos tipos de produtos regionais, além de frutas, verduras, carnes e peixes e ainda um comércio paralelo que vende roupas, calçados e os mais diversos itens.

O equipamento ainda comporta um espaço gastronômico, onde a culinária cearense é representada por pratos típicos como a buchada, o sarrabulho e a panelada, entre outros. Diversos tipos de comidas regionais encontram-se disponíveis logo cedo, no pavilhão que abriga verdadeira praça de alimentação. Um deleite para quem busca um cardápio recheado de sabores.

Recentemente, o Mercado das Frutas passou por uma reforma e ampliação, visando melhorar a infraestrutura e proporcionar um ambiente mais confortável e funcional para comerciantes e clientes. Essa modernização demonstra o compromisso da cidade em valorizar seus espaços comerciais e preservar suas tradições.

Largo Dona Ketinha

Largo Dona Ketinha, no Mercado Municipal das Frutas. GL/Kyko Barros

Mulher de personalidade forte, destemida e guerreira, Raimunda Anastácio da Silva, conhecida como Ketinha, nasceu na localidade de Mataquiri, em Cascavel, no dia 13 de junho de 1952, filha de Antônio Anastácio da Silva e Josefina Pereira da Silva. Teve 13 irmãos, sendo ela a mais nova.

Uma das pioneiras no ramo de verduras e frutas, dona Ketinha já alimentou diferentes gerações de cascavelenses com seus produtos cuja venda começou em 1970, com uma modesta caixa, no antigo barracão demolido em 1974 para a construção da sede própria do Banco do Estado do Ceará (BEC) em Cascavel, atualmente agência do Bradesco. Foram 51 anos dedicados à comercialização de verduras e frutas. Ela afirmava convicta que só deixaria essa atividade quando morresse.

Em abril de 2021, ela foi diagnosticada com Covid. Após 32 dias de internação hospitalar, ela faleceu no dia 8 de maio de 2021.

No dia 6 de janeiro de 2024, foi inaugurada a reforma e ampliação do Mercado Municipal das Frutas, com destaque para um espaço público denominado em sua homenagem: Largo Dona Ketinha.

Tradicional Feira de São Bento

A prosperidade lenta da vida da pequena vila de Cascavel no século XIX teve um rápido impulso no século XX, com a chegada de comerciantes oriundos de várias regiões, atraídos pela feira semanal, que tem sua origem no Sítio Cascavel, quando os primeiros mercadores praticavam o escambo: trocavam sal, goma, rapadura, farinha, caprinos, frutas por produtos de primeira necessidade.

A Feira de São Bento, realizada aos sábados em Cascavel, é a maior feira livre do estado e a segunda maior do Brasil, perdendo apenas para a Feira de Caruaru, em Pernambuco. Localizada no centro da cidade, entre as ruas Padre Valdevino e Prefeito Vitoriano Antunes, a feira atrai milhares de pessoas que chegam desde as primeiras horas da manhã para adquirir produtos frescos, artesanato e artigos diversos. A Feira de São Bento é um ponto de encontro cultural e econômico para a comunidade local. Além da variedade de mercadorias, o evento é marcado por apresentações culturais, como cantorias e emboladas de coco, que resgatam tradições populares e promovem a integração entre os feirantes e os visitantes. A feira também desempenha um papel importante na economia local, sendo fonte de renda para muitos comerciantes e produtores rurais da região. Com sua atmosfera vibrante e acolhedora, a Feira de São Bento é um reflexo da cultura e da hospitalidade cearenses, oferecendo aos visitantes uma experiência única e autêntica do interior do Ceará.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Memorial Edson Queiroz

Memorial Edson Queiroz, inaugurado no dia 7 de novembro de 2021. GL/Kyko Barros

O prédio da antiga Cadeia Pública e da Casa da Câmara de Vereadores de Cascavel, inaugurado a 14 de julho de 1886, foi totalmente restaurado para abrigar o Memorial Edson Queiroz, em homenagem ao filho ilustre da cidade. Nos anos 1940, o prédio foi palco de eventos sociais da cidade ao abrigar bailes de Carnaval e festas de réveillon. Vinte anos mais tarde sediaria a Delegacia de Polícia e, entre 1984 e 1993, a Prefeitura Municipal, a Secretaria da Educação (1993-2001), a Biblioteca Pública Municipal e o Conselho Tutelar simultaneamente (2001-2004). Em 2009, o prédio foi tombado por lei municipal. Seis anos depois, foi iniciada a restauração do prédio, financiada pelo Governo Federal, mas a obra não prosperou. Largado, exposto a intempéries, parte das paredes do andar superior desabou outra parte da estrutura também foi ao chão em 1º de abril 2017. Em 2021, o Instituto Myra Eliane, presidido pelo empresário Igor Queiroz Barroso, neto do cascavelense Edson Queiroz pela linha materna, e o prefeito municipal de Cascavel Tiago Lutiani Oliveira Ribeiro, assinaram uma parceria com o apoio da Câmara Municipal para a restauração total do prédio. Inaugurado no dia 7 de novembro de 2021, o Memorial Edson Queiroz é um presente para a cidade e região, uma obra primorosa de restauração que celebra e resgata a história.

LITORAL

A natureza brindou Cascavel com a beleza do mar e do céu!

Diz a letra de uma canção gospel que, no segundo dia da criação do mundo, Deus criou o mar, as praias e as águas “pra gente se banhar”. Provavelmente o Criador pôs um carinho especial nas praias de Cascavel, para também banhar-se nelas.

Com cerca de 14 km de extensão, o litoral de Cascavel é conhecido por praias tranquilas e belas paisagens.

Caponga

A Praia da Caponga, localizada a 14 km de Cascavel, é um destino encantador que combina tranquilidade, beleza natural e tradição pesqueira. Conhecida por suas águas calmas, falésias e longos trechos de areia dourada, a Caponga atrai visitantes em busca de sossego e contato com a natureza. Além do banho de mar, é possível ver jangadas no horizonte, testemunho vivo da cultura dos pescadores locais. O pôr do sol é um espetáculo à parte, tornando a Caponga um dos recantos mais acolhedores do litoral cearense.

Águas Belas

A Praia de Águas Belas, localizada no município de Cascavel, a aproximadamente 65 km de Fortaleza, é um dos destinos mais encantadores do litoral cearense. Conhecida pelo encontro do rio Malcozinhado com o mar, forma paisagens deslumbrantes com piscinas naturais de águas mornas e cristalinas durante a maré baixa. A expressão popular “onde o sol beija a lua e o rio abraça o mar” reflete a beleza poética desse cenário único. Além de relaxar nas areias douradas e aproveitar as águas tranquilas, os visitantes podem desfrutar de passeios de buggy pelas dunas e falésias da região, explorando trilhas ecológicas e coqueirais. A infraestrutura local conta com barracas de praia que oferecem pratos típicos da culinária cearense, como peixes e frutos-do-mar frescos, além de bebidas geladas para refrescar os dias ensolarados. Para quem parte de Fortaleza, diversas agências de turismo oferecem passeios de um dia para Águas Belas, com transporte em veículos climatizados e guias especializados. O trajeto inclui paradas em pontos de interesse, como o Centro das Rendeiras de Aquiraz e o Engenho São Luís, onde é possível conhecer a produção artesanal de rapadura e degustar cachaças regionais. Águas Belas é, portanto, um destino que combina natureza exuberante, cultura local e opções de lazer, sendo ideal para quem busca tranquilidade e beleza natural no litoral do Ceará.

Balbino

A Praia do Balbino, localizada a 18 km de Cascavel, é um destino tranquilo e pouco explorado, ideal para quem busca sossego e contato direto com a natureza. Com suas areias claras, mar calmo e paisagens preservadas, oferece um ambiente perfeito para relaxar e apreciar a beleza natural da região. A vila de Balbino mantém um estilo de vida simples e tradicional, com uma comunidade acolhedora que vive principalmente da pesca artesanal. A ausência de grandes empreendimentos turísticos contribui para a atmosfera serena do local, tornando-o um refúgio para aqueles que desejam escapar da agitação das praias mais movimentadas.? Embora a infraestrutura seja limitada, é possível encontrar algumas opções de hospedagem e restaurantes que servem pratos típicos da culinária cearense, especialmente frutos do mar frescos. A Praia do Balbino é, portanto, uma excelente escolha para viajantes que valorizam autenticidade, tranquilidade e a beleza natural do litoral cearense.

Barra Nova

A Praia de Barra Nova, situada no município de Cascavel, a cerca de 70 km de Fortaleza, é um dos tesouros escondidos do litoral cearense. Conhecida como o “Caribe do Ceará”, encanta visitantes com suas areias brancas, águas mornas e cristalinas, e o deslumbrante encontro do Rio Choró com o mar, que transforma a paisagem ao longo do dia. Durante a maré baixa, formam-se piscinas naturais ideais para banhos relaxantes, especialmente para famílias com crianças. A região oferece diversas atividades, como passeios de barco pelo Rio Choró, onde é possível apreciar dunas, manguezais e falésias coloridas. Para os mais aventureiros, há opções de passeios de buggy pelas dunas e trilhas, além da prática de kitesurf, aproveitando os ventos favoráveis da área. A infraestrutura local conta com barracas de praia que servem pratos típicos da culinária cearense, proporcionando uma experiência gastronômica autêntica. Com sua combinação de beleza natural, tranquilidade e opções de lazer, a Praia de Barra Nova é um destino imperdível para quem deseja explorar as maravilhas do litoral do Ceará.

Barra Velha

Praia de Barra Velha, distante 12,7 km de Cascavel. Foto: Divulgação

A Praia de Barra Velha é um refúgio tranquilo que encanta visitantes em busca de sossego e contato com a natureza. Com suas águas mornas e paisagens preservadas, é ideal para quem deseja relaxar longe da agitação das praias mais movimentadas. Durante a maré baixa, formam-se piscinas naturais perfeitas para banhos relaxantes, especialmente para famílias com crianças. A praia é também um ponto de passagem para os tradicionais passeios de buggy que exploram as belezas da região, como as praias vizinhas de Barra Nova e Águas Belas. Para os amantes de esportes aquáticos, os ventos constantes tornam Barra Velha um local propício para a prática de kitesurf, atraindo praticantes de diversos lugares. A simplicidade do local é parte de seu charme, oferecendo uma experiência autêntica e tranquila. A presença de coqueirais e a ausência de grandes construções proporcionam um ambiente natural e acolhedor, ideal para quem busca se desconectar e apreciar a beleza do litoral cearense em sua forma mais pura.