Piso do magistério sobe 5,4% e chega a R$ 5,1 mil em 2026

Medida provisória assinada por Lula atualiza valor com ganho real acima da inflação.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a assinatura da medida provisória que atualiza o piso salarial do magistério com ganho real acima da inflação. Foto: Ricardo Stuckert/PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (21), a Medida Provisória que atualiza o cálculo do piso salarial nacional dos profissionais do magistério público da educação básica.

Para 2026, o valor será reajustado em 5,4%, passando de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, válido para professores da rede pública em todo o país, com jornada de 40 horas semanais.

O percentual garante ganho real de 1,5% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que foi de 3,9%.

O piso salarial corresponde ao valor mínimo que os professores devem receber no Brasil. A legislação determina a recomposição anual do montante. A norma estabelece que o piso seja atualizado pela soma do INPC do ano anterior com 50% da média da variação percentual da receita real, também com base no INPC, referente à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) nos cinco anos anteriores à atualização.

A lei ainda prevê que o reajuste nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior, medida pelo INPC. Em 2025, seguindo a mesma regra, o aumento foi de 6,27%.

As remunerações dos profissionais da educação básica são pagas por estados e prefeituras com recursos do Fundeb, além das complementações da União. Por se tratar de uma medida provisória, a nova regra já entra em vigor, mas ainda precisará ser confirmada pelo Congresso Nacional.

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