Foragido da Interpol é preso no Ceará após denúncia de violência doméstica

Investigado por chefiar grupo criminoso transnacional, suspeito aguardará extradição.

Polonês procurado pela Interpol foi preso no Porto das Dunas, na Região Metropolitana de Fortaleza, após denúncia de violência doméstica. Foto: Reprodução/PMCE

Um cidadão polonês procurado pela Interpol foi preso no Porto das Dunas, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), após uma denúncia de violência doméstica. O suspeito, identificado como Torzecki Zbigniew Marcin, constava na Lista Vermelha da organização internacional. As informações são da Associated Press (AP).

A prisão ocorreu na madrugada do Natal, depois que a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência registrada em um estabelecimento comercial da região. Segundo a polícia, o homem teria agredido física e verbalmente a noiva, uma mulher de nacionalidade boliviana.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Torzecki era procurado pela Interpol desde outubro de 2025 por crimes investigados desde 2020. Ele é apontado como chefe de um grupo criminoso envolvido em crimes contra a ordem financeira e na facilitação da travessia ilegal de pessoas pelas fronteiras da Polônia.

A SSPDS informou que a organização criminosa auxiliava a entrada irregular de estrangeiros — incluindo pessoas da África e do Oriente Médio — em países europeus, especialmente na Alemanha.

Durante a abordagem policial, o suspeito apresentou um documento de identidade falso, no qual se identificava como Paulo Leandro Tomacheski Ferraz, com suposto local de nascimento em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. Com ele, os policiais apreenderam quatro aparelhos celulares.

O homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Aquiraz, onde foi autuado em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica. A Polícia Civil do Ceará (PCCE), com apoio da Polícia Federal, confirmou posteriormente que o nome verdadeiro do suspeito constava na Lista Vermelha da Interpol.

Segundo a SSPDS, o suspeito permanece preso e aguarda os trâmites legais para extradição ao seu país de origem, onde deverá responder pelos crimes investigados na Europa.

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